Lanvin para H&M

por quintavenida

“Praticamente não teve outro assunto ontem nos blogs que não fosse os looks da nova coleção da Lanvin para H&M. Eu não fui rápida o bastante para também falar sobre o que virou hit do dia e acho que se você não é a primeira, então seja a última (”Sempre abra ou feche um desfile” diz uma das páginas do livro “Ah, se eu soubesse”). Com o assunto na cabeça, sem querer deixar de lado, comecei a pensar em como falar mais do mesmo, mas sem ser repetitiva. A resposta veio muito rápida. Uma olhadela no hotsite da nova coleção e já veio assunto pra manga. Essa parceria com a H&M, rede de departamentos que já trouxe vários outros designers de moda para suas araras com preços acessíveis, é o ápice de uma fase criativa e ousada de uma maison que tem mais de 100 anos de história. A Lanvin, que tem camisetas que custam US$ 450, também quis atingir um novo público, o grande público. As peças para a H&M são tão bonitas quanto as da grife e tem o mesmo peso de drama: babados enormes, laços, cores vibrantes e aquele clima de conto de fadas. Mas não é só isso. Pra mim, o ponto mais importante é o quanto a Lanvinnão teve medo de ousar nos últimos anos: começando pela segunda logomarca, que agora tem o traço imperfeito de Alber Elbaz, seu diretor criativo, que também estampa com seus desenhos lúdicos, exagerados, camisetas e tote bags que viraram desejo num piscar de olhos. Falo isso porque trabalho como designer e já vi de perto o quanto é difícil uma marca, uma empresa aceitar novas ideias, querer mudar, sair do tradicional. Ousar na cor, no traço, na estratégia. Isso não quer dizer esquecer tudo que foi feito. A história vai continuar lá, mas novas páginas tem que ser escritas. E um pouco de criatividade e imaginação podem fazer muito bem.”

 

fashiongazette

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